terça-feira, 14 de abril de 2015

Ser GEMA é . . . ?


Algumas pessoas vem me perguntando nesses 6 anos que tenho de grupo, o que É SER GEMA? Bem eu nao soube responder, porque é complicado responde uma coisa que você só sente, então eu fiz um video, com alguns momentos de grupo, e fiz a pergunta aos outros Membros.

Então, Ser GEMA é?

 


Ser GEMA é Ter uma família escolhida pelo coração, e ser feliz de lembranças – Tiago

Ser GEMA é ver além da lente do óbvio. – Chantal

Ser GEMA é ser você mesmo. – Lucas De Paula

Ser GEMA é acreditar na importância de compartilhar experiências e conhecimento – Lucas Gonçalves

Ser GEMA é apesar de longe ainda juntos! -  Gislane

Ser GEMA é Família, Mesmo distantes, ainda sim tão pertos -  Jackson

Ser  GEMA é capturar e interpretar a essência de cada ser vivente ou não e fazer ver além do que está diante dos seu olhos – Isabelle

Ser G.E.M.A é ser vivo, é pensar e agir, não simplesmente existir. Ser G.E.M.A é uma tentativa de ser consciente, de ser um ser pensante, de ser humano. – Andre 

Ser GEMA é Ter uma conexão com a natureza – Wladya

Ser gema é ir além das expectativas, além dos nãos, é ser louco de enfrentar de cara limpa as adversidade -  Joao Paulo

Ser Gema é fazer parte de uma família que cuida não só do seu individual, mas de um todo. que busca apesar do obstáculos cuidar e preservar do que temos de mais rico; meio ambiente, família e amigos, E a apartir dessas vivências agregar  conhecimento e valores eternos – Raissa

Ser GEMA é  tentar fugir da normalidade, fazer algo mais e conhecer pessoas com a mesma vontade. – Wesley

Ser GEMA é  ser diferente, fluindo o respeito à todos. É a busca pela forma de se viver em que todos são irmãos. Independentemente das diferenças – Anderson

Ser GEMA é Ser uma família!!! Que mesmo com nossas diferenças e desavenças nunca nos separamos totalmente, podemos ate estarmos distantes fisicamente, mas nossas idéias e sonhos serão eternamente unidos - Darlly 

Ser GEMA é Acreditar em um futuro melhor  - Bianca

Ser GEMA é ter um olhar diferente sobre a vida, aprender  a entender as diferenças através da percepção ambiental e usar essa compreensão para construir e reconstruir relações. É ter ao seu lado pessoas que sonham alto, reconhecem o valor do simples e gostam da troca de olhares, Abraços e sorrisos. É união de conhecimento, afeto e familiarismo .. – Ana Mayla

Ser GEMA é com certeza transbordar amor – Luana

Ser GEMA é Ser um "eu" crítico. É ser completo, se divertir, amar a si mesmo e, principalmente, seu próximo.
É ser especial, consciente. Ser GEMa é ser família - Kessia

Ser gema como todos nós dizemos é ser família. Principalmente irmão. Mas por quê irmãos ? Porque como nenhuma família é perfeita nós também não somos.  Temos nossas "brigas" nossos defeitos nossas irresponsabilidades, mas mesmo assim nunca nos abandonamos. Alguns ficam só de longe (q nem eu) outros continuam bem ativos mas uma coisa é certa : uma vez gema sempre gema .....chegamos como um simples broto e aos pouco fomos regados com uma mente louca e inteligente (HGL) nos ensinou a termos a visão do futuro . a batalhar p conquistar.... um belo puxão de pétala (orelha) no caminho n faltou ....mas tenho a certeza que de cada flor q desabrochou se formou uma grande de vasto conhecimento e que passara isso de geração a geração !!! – Mariana

Ser Gema é ser vivo. É perceber um mundo que vai muito além das aparências. É aprender a amar pessoas incrivelmente diferentes de você, mas que no fundo tem o mesmo ideal: um mundo melhor. É ter uma família a mais e saber que sempre que precisar, eles estarão lá. Ser Gema é estar ligado em um mundo que muda cada vez mais rápido e que exige de você mais que humanidade. Ser é ser humano acima de tudo. – Evelyne

Ser Gema é: Ser! – Marylia 

Ser gema é ser olhar o mundo de forma sensível – Adson

Ser GEMA, é ser vida ‘’loka!’’  - Gizele 

Ser GEMA é estar aberto ao desconhecido É descobrir coisas novas É fazer amigos (irmãos) É aprender várias coisas e ao mesmo  tempo perceber q ainda n descobriu ''nada'' do q o mundo tem a oferecer – Shelda

Ser GEMA é É ser uma divergência que constrói, que converge para o bem comum. - Mistye

Sou muitos. Sou convergência. Interdependência. Sou terra, bicho, sou água, sou ar. Sou uma entidade tentando tirar a "remela" dos olhos. Lugar de sonhos. Espaço de Ideias. Paisagem de desejos. Território de Ação. - GEMA - Grupo de Estudos do Meio Ambiente

Bem lá vai: Ser Gema é, Viver, pensar, Ouvir, é ter coragem de fazer aquilo que não é normal como pular de caixa d'agua, é ser Professor e Aluno ao mesmo tempo, é brigar, é sonha, bem a pessoa só sabe que é Ser GEMA quando está no GEMA. - Diego

Obrigado Meus Amigos
Obrigado Henrique Gomes de Lima, por ter reunido todos, valeu Pai.

Diego Costa Lima 
Estudante de Geografia da Universidade Estadual do Ceara - UECE

segunda-feira, 2 de março de 2015

Baobá Estrigas.

Educação ambiental é uma mentira generalizada. Raríssimas são as instituições que desenvolvem um programa sério nesta linha. O GEMA tenta há quase sete(07) anos construir coletivamente dentro da Escola Adauto Bezerra um conjunto de atividades para a práxis desta prática. É muito difícil. 

Mais uma vez estaremos iniciando o Projeto Acerte o Cesto. Enquanto não se concretiza algumas ações simples ganham destaque. Nos referimos ao acompanhamento do novo morador da instituição: o Baobá Mestre Estrigas.

Luana Albuquerque e Lucas de Paula iniciaram neste final de fevereiro as observações in locu. Realizou-se medições, imagens e o respectivo registro das informações.O mesmo está com 3,5 de diâmetro e 45 cm de altura.


domingo, 1 de março de 2015

Imagem da Semana.

Excepcionalmente, serão duas imagens nesta semana. As capas dos livros didáticos de Geografia para o ensino médio adotados na Escola Adauto Bezerra em Fortaleza. Defendemos que o estudo de um livro deva ser iniciado pela próprio capa, apesar de afirmarem que não se pode julgar o livro a partir dela. No entanto um pouco de Semiótica prova o contrário. 

Observem os planos que compõem as imagens. Extremamente simbólicos e atualíssimos para a situação que pela qual passa a humanidade.  

 Imagem 01. Fonte: Google.com/imagens
- Por que um copo d'água?
- O que significa o solo rachado?
- Qual a sombra do terceiro plano? 
 
 Imagem 02. Fonte: Google.com/imagens

- Quantos planos tem a imagem?
- Por que a garrafa?
- Por que a cidade dentro da garrafa?


Bastante reais não acha?
O Brasil vivendo numa crise hídrica.
 O Mundo precisando de um Copo D'água.
Cidades sendo Engarrafadas em seus nichos.

E a crise hídrica continua. . .

Por: Diego Costa.





terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Funções políticas e teorias sobre o Estado.


Um dos últimos projetos do GEMA foi o " Diálogos.com". Com esta ação mostramos para o público que Política é uma temática ambiental.
Como os senhores e senhoras que acompanham este espaço já devem ter percebido, nossas postagens versam sobre os mais diversos assuntos. Divulgamos agora uma produção de Matheus Marques um ex-aluno da Escola Adauto Bezerra, em Fortaleza. Embora não seja oficialmente membro do grupo, nos tem respeito e interage com nossas iniciativas. Ele nos brinda com a produção abaixo. Pediu que analisássemos antes de publicá-lo. Mas, deixe por conta de vocês. Acho que nem temos conhecimento para tanto. Boa leitura. 
Deleite-se.
 * Matheus Marques
Abordando os pensamentos de autores que se dispuseram a tratar sobre o conceito de Estado, o texto ora trás algumas das teorias de concepção do Estado e que essas envolvem um contexto moldado por sua própria complexidade e evolução crescente que vem caracterizando as sociedades, desde suas primórdios.
Dessa maneira, segundo a perspectiva da corrente idealista de Hegel, o Estado é o produto da consciência humana, fundamentado em pressupostos racionais. Nesse sentido, forma-se um Estado “racional”, “ideal” e ‘’eterno’’, não moldado historicamente, portanto, a-histórico, no qual predomina uma relação justa e ética entre seus indivíduos. Desse modo, a sociedade era vista de forma harmônica, onde a paz predominava, sem divisão de classes e, com isso, sem conflitos expressivos. A função do Estado limitava-se apenas em ser o curador da sociedade como um todo.
Já com a concepção materialista histórica – seguindo Marx e Engels – introduz a variante histórica na determinação e amoldamento do Estado, onde passa a ser “propriedade” do modo de produção dominante. Nesse sentido, a superestrutura ideológica-política e jurídica que conforma o Estado seria submisso à estrutura econômico-produtiva, que utilizaria como instrumento de dominação social, ou seja, de dominação de classes na sociedade capitalista.
Um outro autor, Nicos Poulantzas, por sua vez, contraria as visões estruturalistas anteriores desse texto (a-histórica e determinística), de que o Estado corresponde a um modo de produção, sendo sua forma e função determinadas pela estrutura das relações de classe. Ele afirma que o Estado é a instância de condensação das lutas de classe, pois é moldado pelas lutas na produção e no contexto próprio do Estado. Ademais, o Estado capitalista mudou com o próprio desenvolvimento capitalista. Para Poulantzas, não há ‘’estrutura determinante’’ para o Estado, já que sua forma e estrutura são moldados pela luta de classes no capitalismo e pelo papel do Estado nessa luta. Nesse sentido, as classes subordinadas também moldam o Estado, ao mesmo tempo em que este é um Estado de classe, sendo usado por uma parte dominante para estabelecer e ampliar sua hegemonia.
Buscando a ideologia para os países subdesenvolvidos, segundo Pierre Salama, o Estado constitui no interesse onde se firma a necessidade de reproduzir o capital em escala internacional, bem como elemento necessário a essa reprodução. Assim, ele afirma que o Estado contribui para a introdução de um regime de acumulação “excludente”, onde somente os mais favorecidos economicamente têm acesso aos bens e serviços ofertados, adaptando a demanda final através de sua ação sobre a distribuição de rendas. Dessa forma, contribui, portanto, para a valorização do capital nos ramos líderes.
Assim, esse rápido texto trás uma melhor compreensão histórico-social sobre Estado e algumas das mais relevantes correntes teóricas sobre a natureza e as funções desempenhadas pelo mesmo na sociedade capitalista, no qual demonstra complexidade no estudo de políticas e funções sociais e que estas envolve um contexto em que ele está inserido.
Professor, segue aqui as referências da fonte em que bebi.

* Acadêmico de Geografia.
Universidade Federal do Ceará.
REFERÊNCIAS
SWEEZY, Paul Malor. Teoria do desenvolvimento capitalista: princípios de economia política marxista. Rio de Janeiro: Zahar Editôres, 1962.
HARNECKER, Marta. Os conceitos elementares do materialismo histórico. 2° ed. São Paulo: global editora, 1983.
POULANTZAS, Nicos Ar. Poder político e classes sociais. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1986.
RIBEIRO, Fernando J. Armando. A Constituição do Estado no pensamento de Hegel. Disponível em: http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/a_constituicao_do_estado_no_pensamento_de_hegel.pdf.
SALAMA, Pierre. MATHIAS, Gilberto. O Estado super desenvolvido: das Metrópoles ao Terceiro Mundo. São Paulo: Brasiliense, 1983.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Imagem da Semana.

Fonte: www.facebook.com/AmartyaPromoviendoSustentabilidad/photos


Fazer perguntas, provocar dúvidas e sentimentos. 
São algumas das coisas que o Grupo busca desenvolver.

Eis uma obra de arte para o seu deleite.
se lambuze.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Grupo delibera ações para 2015.

Inicia-se o ano de 2015 e com ele o sétimo ano de vida do grupo. É  mais um ano de mudanças que se inicia, mais um em que este grupo de estudos resiste, se permite, readapta-se, mantém sua pluralidade e compromisso. 
Reunidos no dia 31 de janeiro na Escola Adauto Bezerra, planejamos e deliberamos algumas ações para o primeiro semestre.
Por:Ana Mayla

Divulgamos aqui o que acordamos:

- Reunião de planejamento, deliberativas, de  acompanhamento e avaliação acontecerão sempre no primeiro sábado de cada mês. Já no dia 07 de fevereiro nos encontraremos para concluir os Cestos do Projeto de Educação Ambiental.
- Quando necessário haverá encontros extraordinários. 
- Na segunda semana de fevereiro montar no pátio da escola um  Stand com banner, cartazes, cestos e dinâmicas para divulgar o projeto.
- A partir do dia 09 de fevereiro os cestos serão colocados nas salas dos segundos anos.
- Realizar o chamado para novos membros urgentemente. 
- Realização de três seminários (manhã, tarde e noite) com três representantes de cada turma, posteriormente eles repassarão ao restante da sala nas aulas de formação cidadã.
- Promover atividades para comemorar o dia da árvore (em março).
- Promover atividade para o dia mundial do meio ambiente (05 de junho).
- Reuniões extraordinários para o estudo do livro de Psicologia Ambiental.
- Promover a segunda edição do Projeto Diálogos.Com no segundo semestre.
- Montar uma logística para o uso e os cuidados com a sala de estudos.
- Realizar visitas às faculdades onde membros do Grupo estudam. As visitas serão organizadas pelos mesmos. Inciaremos pelo Curso de Medicina Veterinária da UECE onde estudo o companheiro Adson Ribeiro Marques. Esta vivência é destinada aos membros de grupo e a alguns outros estudantes convidados. 

1ª reunião de 2015 no AB
Pós reunião - Praça Portugal - Ato " Ai dentro"
Com a professora Raquel Dias, candidata ao senado pelo PSTU no pleito de 2014
Pós reunião - Praça Portugal com o diretor do Filme Cine Holliúdy

domingo, 16 de novembro de 2014

7º Chamado do GEMA

Por Lucas de Paula*
Resistindo há mais de 6 anos, o GEMA fez no dia 1 de novembro seu 7º chamado para novos membros. Com um número de membros internos bem menor do que possuía nos seus primeiros anos – atualmente 6 –, o grupo procura agora novos integrantes para que possa sobreviver ao ano de 2015, visto que 3 dos 6 atuais sairão da escola. A reunião de 'iniciação' foi feita de uma forma jamais vista antes no grupo, com um tom meio sombrio, o que combinou com a data de Halloween que antecedeu o dia da Reunião de Chamado. Antes de entrar na sala todas as pessoas foram vendadas e logo em seguida guiadas em forma de trenzinho, passando pela Trilha das Sensações.




A trilha das sensações funcionava da seguinte maneira: os novatos eram introduzidos a um caminho com diversos tipos de coisas pelo chão, as quais através dos pés iam sentindo e descobrindo o que eram. A primeira delas eram folhas secas. Em seguida havia pedras e logo depois areia. Depois, alguns colares enroscados e por último, uma panela de barro com água.


Enquanto eles passavam pela trilha e sentiam tudo com os pés, nós passávamos velas acesas em seus corpos, ativando a sensibilidade não só nos pés, mas no resto do corpo também. Após terminarem a trilha, falamos ao ouvido deles que deitassem no chão. Tudo isso enquanto músicas bastante tranquilas tocavam no ambiente. Após eles se deitarem, em cada um passamos as velas pelo corpo e colocamos as pedrinhas – que antes estavam no chão – em suas mãos. Fechamos lentamente as mãos deles para que sentissem bem as pedras. Todas essas coisas acompanhadas de uma massagem bem relaxante e um banho de água em seus pés e mãos.


No meio da cerimônia ousei um pouco e decidi por dizer algumas palavras. “Isso, sintam a sensação... Relaxem. Sintam tudo. Tá gostoso né?!” Logo em seguida percebi o quão engraçado e ambíguo pareceu a última frase, fazendo com que eu segurasse o riso e torcesse para que mais ninguém percebesse a minha gafe. Àquela altura me perguntei se os novos membros não estavam com medo. Eu estaria. Deviam estar pensando se aquilo era algum tipo de seita satânica. Ou se em dado momento sofreriam algum abuso... Afinal, que tipo de grupo manda os membros RECÉM CHEGADOS ficarem vendados no escuro e se deitarem? Eu teria medo. Certa hora me vi massageando alguns pés que descobri estarem imundos. Devíamos ter imaginado que isso seria o resultado da mistura de água e terra espalhadas pelo chão sujo da sala de vídeo. Combinação perfeita. Depois de um bom tempo mandamos os novatos se sentarem, ainda vendados, e começamos a bater fotos com eles, ainda no escuro, sem que eles soubessem.



Ao tirarem as vendas, uma das novatas estava chorando. E eu fiquei feliz por isso. Essa era realmente a intenção. Fazer com que aquelas novas pessoas que estavam aderindo o grupo sentissem tudo, por mais que essas sensações acabassem sendo postas para fora através de lágrimas. Queríamos que elas sentissem todas as emoções. Que aquela música relaxante, a areia, a água, o fogo, as pedras e a massagem realmente ativassem suas sensibilidades e as fizessem remontar ao seu passado, ou até mesmo ao presente. Embora possa doer, temos que encarar nossas dores de frente. Só assim podemos nos livrar delas e enfim seguir. É doloroso, eu sei. Mas depois que você se livra tudo fica mais fácil, mais leve. Mayla, membro que atualmente faz faculdade no IFCE, abraçou e consolou a novata que estava chorando.


Uma roda de debate se iniciou, ainda no escuro, e membros que já saíram da escola, membros internos atuais e membros novatos se misturaram numa inspiradora conversa, onde pôde ser dividido experiências e vivências. Embora épocas bastante diferentes, todas muito parecidas quando se tratava de ser GEMA. Enquanto nós falávamos sobre o que já tínhamos passado com o grupo, os novatos falavam o que tinham achado da reunião e o que esperavam encontrar ali.




“Ela é doida [...] Ele também é doido [...] Vocês são todos loucos!” Foi o que disse uma das novatas após passar 30 minutos com a gente. Imagino o que ela vai estar dizendo daqui há um ano caso continue no grupo. Ou vai ficar louca como a gente ou então eu não sei. Parece que ter um parafuso a menos é pré-requisito pra fazer parte do GEMA, apesar de não existir exigência alguma para entrar no grupo.

Ao final da reunião foi feita a apresentação artística de Time of My Life, dança clássica de Ritmo Quente, e isso aqueceu a todos, terminando a reunião em ritmo de festa com todos dançando das maneiras mais esquisitas possíveis pela sala. E eu digo esquisitas não num sentido pejorativo. Ser esquisito é ótimo. É não se importar. Ninguém se importava se o outro estava dançando da pior maneira do mundo, afinal, ele também estava. Todos só queriam se divertir. Acredito que depois daquela reunião, os novatos puderam perceber o que significa fazer parte deste grupo. E acho que serviu até para nós mesmos, membros veteranos, nos lembrarmos.

* Lucas de Paula
Estudante do 2º ano do Ensino Médio
Atual Presidente do Grêmio Estudantil do colégio Adauto Bezerra
Membro efetivo do GEMA.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Campanha: abrace uma árvore!

Há duas semanas foi lançado pelo professor Henrique Gomes o seguinte desafio: bater fotos com árvores. Quaisquer que fossem, desde que o foco principal na foto não fosse você, mas sim a árvore. Pensando nisso, decidi então por voltar para o começo do meu ensino médio, onde visitei a Praça Argentina, no Bairro de Fátima, durante uma aula de Francês do professor Franzé. Uma praça bonita, porém mal cuidada. Naquela aula ele havia nos mandado correr pelo local e abraçar as árvores. Ao correr de encontro com a escolhida, uma enorme sensação de plenitude tomou conta de mim, ao mesmo tempo que o vento bagunçava o meu cabelo e o dos meus colegas. O tempo passava tão lento enquanto corríamos que eu senti como se estivesse em câmera lenta. Naquele momento nós éramos infinitosdiria Charlie de As Vantagens de Ser Invisível. Após a abraçarmos, todos comentaram o quanto se sentiram bem durante o percurso até ela. Me surpreendi, pois achei que tal sensação havia acontecido apenas comigo.

Na época eu bati algumas fotos com a árvore abraçada, mas prefiro não mostrar porque é aquela típica foto queima-filme. Hoje visitei o espaço para bater uma nova foto, quase 2 ano depois, e pude perceber que a praça ainda possui os mesmos problemas do ano passado. Folhas sem serem recolhidas e lixo em várias partes do âmbito. Bancos quebrados. Árvores sem serem podadas, prejudicando a iluminação pela noite. A pintura da quadra ainda sem retoques. E além de tudo isso já existem árvores secas, sem cuidado algum. São árvores cheias de frutos e de vida que, infelizmente, estão sendo ameaçadas devido a falta de reparos.

Essas árvores precisam de atenção. Não só no sentido de manutenção. Experimente abraçar uma. O professor Franzé sempre diz que as árvores falam com a gente, que elas tem sentimentos. Alguns o acham louco. Eu o acho humano. Dizer que as árvores entendem a gente soa tão poético. E toda poesia é baseada numa realidade. Experimente passar uma tarde toda sentado de baixo da sombra de uma delas, em algum lugar afastado da cidade onde só haja o barulho do vento passando. Vez ou outra lembro daquela árvore que uma vez havia me dito que muita coisa mudaria. E mudou. Não só o meu cabelo.

sábado, 25 de outubro de 2014

Papo em dia - Política

O GEMA sempre  demonstrou que não era um grupo que debatia meio ambiente através da ótica reducionista. Desde o princípio o grupo busca trabalhar com seus membros a visão holística, ou seja, trabalharmos meio ambiente como um todo, reconhecendo e vendo as conexões desse tema com os diversos outros assuntos.

Então, o debate ambiental, pela perspectiva sistêmica, não é possível sem mencionarmos, também, política e diante de um cenário político tão conturbado que estamos vivendo agora decidimos causar uma intervenção.

Proposto pelo Tiago, um dos primeiros membros do grupo, a ideia era debatermos sobre o voto nulo ou sobre o cenário político com as declarações de voto de ódio, porém, pela intervenção do Prof. Henrique, acabamos fazendo um diálogo muito mais amplo e de uma forma simples, uma conversa.

Conversa essa que permitiu que cada um de nós, participantes do vídeo, se sentisse mais a vontade para falar e expor de forma mais clara suas ideias. Acabou que conseguimos pelo vídeo trazer a tona um outro objetivo do GEMA que é retirar a remela dos olhos da gente e de quem ver o vídeo e quem sabe até conseguimos despertar "tesão cognitivo".

Espero que tenhamos conseguido despertar em você, que acompanhou o vídeo até o fim, a vontade pela reflexão sobre nosso atual cenário político e o interesse pelas ideias do grupo e a forma como nos mostramos. Esse vídeo foi só o primeiro...

Lucas Gonçalves Monte
Membro do GEMA


domingo, 5 de outubro de 2014

Porto do Pecém, a convite do Henrique.

Convidado pelo professor Henrique Gomes, viajei para o Porto do Pecém, numa aula de campo do turno da noite. A primeira parada antes de chegarmos ao Porto foi na Barra do Ceará, onde pudemos descobrir – através dos excelentes professores – sobre o espaço onde estávamos. A Barra do Ceará é um ponto histórico no estado, foi lá que Pero Coelho iniciou a colonização do território. Socialmente falando, a Barra é bastante desvalorizada, há um enorme preconceito em torno do bairro. O que é algo totalmente equivocado, visto que é ponto histórico e além do mais, possui uma paisagem que pode ser considerada até mesmo mais bonita do que a da Beira Mar de Fortaleza.



Saindo da Barra, a segunda parada foi no Porto do Pecém, principal ponto de estudo da aula de campo. Pecém foi escolhida para ser feito o porto devido a sua condição geográfica, com menor tempo de trânsito entre Brasil, Estados Unidos e Europa. Demoram apenas 7 dias para as mercadorias saírem e chegarem. Não podendo sair do ônibus – devido ao fato de que todos precisariam de uma roupa especial – seguimos dentro dele a viagem pelo porto. O guia, Jackson, explicou como funcionam as coisas por lá. Imagine o Terminal da Parangaba, pronto. É isso, o Porto do Pecém funciona mais ou menos como um terminal de ônibus, só que ao invés de passageiros, os navios transportam mercadorias. Mercadorias estas vindas de vários cantos do mundo, como por exemplo, África, Estados Unidos e Alemanha. É também no Porto do Pecém que são feitos os procedimentos de Regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), ou LNG (Liquified Natural Gas).




O Terminal regaseifica 7 milhões de metros³ por dia, através de um navio metaneiro. Esse navio se utiliza de braços fixos e um sistema de tubulações e válvulas criogênicas, resistentes a até 162º C negativos. Esses equipamentos pegam o gás líquido que está no navio supridor e o transfere para o navio regaseificador, o qual faz todo o procedimento de regaseificação, transformando o gás líquido para o estado gasoso.

Durante o tour, consegui avistar de perto as hélices que formam os aerogeradores do parque eólico. E de longe, pude avistar o próprio parque eólico. De onde eu estava os aerogeradores pareciam tão pequenininhos. Já as hélices as quais eu via de perto, e veja bem, apenas as hélices, eram gigantescas. Imaginei quão grandes deveriam ser os aerogeradores como um todo.

(Hélices dos aerogeradores)


Após terminarmos o tour pelo Porto e irmos para a parte da praia, pudemos descer do ônibus e fomos para de baixo do píer, onde tivemos uma aula sobre os espigões. A paisagem da Beira Mar hoje é composta de espigões e mais espigões, os quais são feitos para desviar a água do mar para o centro e impedir que ele avance nos prédios – parte de uma desenfreada (e sem preocupação alguma com o meio ambiente) urbanização. O problema é que esses espigões sempre terão que continuar sendo construídos, uma vez que a água do mar sempre arranja uma forma de avançar, e aí tem de ser feito outro espigão. E depois outro. E outro. Se os espigões fossem construídos com colunas ao invés de pedras – que atrapalham o fluxo da água – não teria problema nenhum. Do modo como estão sendo construídos, provoca e aumenta a erosão marinha nas imediações próximas da localidade. Tudo isso acaba não só destruindo a bela paisagem litorânea, como também gerando algo como um “efeito dominó”.


Ao voltarmos para o ônibus, o diretor Otacílio adentrou o veículo minutos depois do restante e deu um discurso inesperado. “Galera, quero pedir que vocês saiam do ônibus agora e ajudem a empurrá-lo, porque ele quebrou”. Agora essa! O dia estava tão bom. Então eu estava lá: no meio do nada, com um ônibus quebrado, dor de cabeça e uma fome avassaladora que só aumentava, visto que já estava passando do horário de almoço. Saí do ônibus e os esforços para empurrá-lo eram em vão. Então escutamos um dos professores dizer que logo logo iria chegar outro ônibus. Os alunos voltaram para dentro e apenas alguns continuaram do lado de fora. Avistei o professor Henrique conversando com André e Diego, sentados em algumas pedras no topo do pequeno morro que se formava de frente para o mar. Me aproximei e sentei ao lado deles. Enquanto esperávamos pelo ônibus, dividimos experiências. Principalmente o professor Henrique, que nos revelou boas histórias. E que histórias! Enquanto isso, o diretor Otacílio fotografava um coqueiro, um pouco longe de nós, perto da orla da praia. Ele deve ter batido umas 100 fotos só daquele coqueiro. Deu tempo compartilharmos toda a nossa vida e ele ainda estava lá, fotografando o tal. Do meio para o fim da conversa, uma aluna da noite, Thalia, se aproximou e juntou-se ao nosso papo.



Depois de quase uma hora – que o motorista jurou que seriam apenas 5 minutos – chegou outro ônibus e nos transferimos para ele. Sentei ao lado de Thalia e conversamos mais um pouco, até chegar no restaurante de Pecém onde iríamos almoçar. Que cidadezinha mais linda! E o restaurante tinha um ambiente bastante agradável, o qual dava para se ver o mar. Após o almoço fomos para a Lagoa Cristalina. Todos desceram menos eu, que continuei no ônibus por algum tempo, devido à tremenda dor de cabeça que insistia em continuar. Me sentindo um pouco melhor, desci e fui para a lagoa onde os outros estavam. Que lugar maravilhoso. Eu não tinha levado roupa de banho e nem queria me despir na frente dos outros. Iria ficar por ali mesmo, só olhando. Porém, não aguentei e me joguei na água com toda a roupa que eu estava. Não queria nem saber. Não demorou muito para as brincadeiras começarem e entrei numa briga de galo com os alunos da noite. Passado algum tempo, Henrique nos chamou para ir embora e ao me ver saindo da água completamente encharcado perguntou: “tu trouxe outra roupa?”, e respondi com um sorrisinho enquanto balançava a cabeça negativamente: não.

De volta para o ônibus, Henrique deu as considerações finais e cada um teve de escolher uma palavra para definir aquele dia. Aprendizagem, divertido, interessante, inesquecível... Essas foram algumas. Ao final da tarde, voltando para a escola, percebi que apesar de ter sido um dia bem agradável, aprendi mais do que me diverti. Ao aceitar ir para a aula de campo, eu havia aceitado porque adoro viajar e conhecer novos lugares, não estava nem de longe visando se iria aprender algo. Não esperava que fosse aprender tanto. Realmente, foi uma experiência única.

Lucas de Paula