segunda-feira, 7 de março de 2016

O ser mulher!

O que é ser mulher é ser frágil, depender de outro ser por não ter capacidade teoricamente para nada! Pode soar forte, mas, ainda há tantos que pensam que mulher não serve para nada além de dar
cria e cuidar da casa, nada contra as mulheres que fazem somente isso se as deixarem realizadas não vejo problema. 

Mas para aqueles que pensam pejorativamente que mulher é algo sem importância que não consegue nada mais do que já aqui foi citado, sinto lhe decepcionar, pois, nós, e eu digo “nós” por que é uma mulher que vos fala neste momento, pode muito e sempre pode fazer o que ela quisesse seja o que for, somos fortes nada frágil e quando nos desmanchamos em prantos é porque o golpe acumulado bateu a ultima vez mais forte.

 O ser mulher é ser mulher é conseguir sair de um relacionamento abusivo com a cabeça erguida, o ser mulher é ter a coragem de se expor logo após de um assedio seja ele qual for, o ser mulher é conseguir ir em frente e com louvor tendo que cuidar e sustentar sozinha suas crias, o ser mulher é compreender que é bom ter companhia, mas que não dependemos exclusivamente de alguém para alcançar nossos objetivos, que somos fortes, trabalhadoras, independentes, mulher! Mãe! Filha! Tias! Avós! E unidas! Pela força que nos segue desde a primeira respiração, por isso minhas irmãs, lhe falo com certa intimidade, pois é assim que vejo todas as mulheres, se ainda não sabe destas qualidades que não são todas nem mesmo um terço delas, tente se lembrar nesta data de 8  de março, como você é alguém importante e passe a lembrar todos os dias pelo resto de sua vida e verá que nossa força reside em você, e que nós mulheres  somos mais que sexo frágil.

Gislane Santos
Membro do G.E.M.A
Graduanda em Geografia UFC

domingo, 25 de outubro de 2015

Beber da fonte e retornar para mantê-la ativa

Imagem: GEMA
                Realizar uma pesquisa é algo que requer, pelo menos, tempo e dedicação. Quando o tema é algo que desperta bastante curiosidade ou que envolve algo, de certa forma, pessoal, tempo parece ser reduzido e a dedicação parece aumentar.

                Essa foi um pouco da sensação que tive ao realizar a pesquisa que culminou em um artigo sobre Educação Ambiental. A motivação do trabalho era simples, o GEMA. Por conta disso, dediquei-me o máximo que pude para que ficasse um trabalho aceitável para o grupo.
                Passando por três instituições de ensino, a pesquisa foi realizada, escrita em forma de artigo, apresentada e publicada no EDUCON, mas algo ainda faltava, porque não adiantava apenas ter feito o artigo, sentia a necessidade de contribuir com o grupo e, principalmente, com uma das instituições, que foi onde fiz meu ensino médio: EEM Gov. Adauto Bezerra.
                A solução foi simples: retornar a instituição e apresentar o trabalho lá também. A gestão da escola abriu as portas e preparou tudo para que isso fosse possível e tive a oportunidade de falar para quatro turmas de primeiro ano do Ensino Médio (duas pela manhã e duas pela tarde) em nome do GEMA.
                Com a participação direta de Henrique, Diego, Marylia e Evelyne (membros do grupo) e as outras pessoas-membros de forma indireta tornou-se possível apresentar o trabalho da melhor forma possível. Na verdade, essa melhor forma só aconteceu, porque as pessoas discentes que participaram contribuíram com o seu conhecimento e opinião em uma apresentação que buscava ser dinâmica.
Imagem: GEMA
                Então não existia detentores do conhecimento/verdade, mas sim um grupo de pessoas abertas para trocar conhecimento e de forma mutua aprender. Esse diferencial reconhece a interdependência das pessoas presentes, a autonomia e busca valorizar a pessoa em todas as suas dimensões.

                Como resultado temos algo cansativo, mas recompensador, pois foi possível ver uma pequena sinergia entre pessoas tão diferentes e o mito de que os melhores sentam na frente e os piores ficam no fundão da sala tinha ido por água à baixo quando cada um comentou, aguentou duas horas de apresentação, abriu mão de ir para o “recreio”, de sair mais cedo e no fim ainda procurou o grupo para debater um pouco mais.

                Isso mantém viva a chama de que podemos ter um ensino transformador, não excludente e um futuro diferente...

Membro do GEMA

Estudante de Matemática Industrial

sábado, 22 de agosto de 2015

Mais um recomeço

Hoje, 22 de Agosto de 2015, o Grupo de Estudos do Meio Ambiente se reuniu na Escola Adauto Bezerra para a retomada de algumas atividades já encaminhadas em outros momentos e para junto com a gestão da escola, pensar em possíveis medidas que possam ser realizadas para o melhoramento do ambiente escolar, assim como a possível extinção de práticas abusivas e prejudicais ao meio ambiente, como a queimada de biomassa vegetal e material reciclável.


No primeiro momento do encontro, pudemos receber novos companheiros de atividades que foram convidados a conhecer as práticas do grupo. Assim, feitas as devidas apresentações, iniciamos a organização das fotos e dos materiais para a exposição de fotos que deve ocorrer durante a próxima semana. As imagens têm como temática principal registros fotográficos com árvores, onde alunos da escola fizeram as fotos e nos enviaram para que pudéssemos expor. Os registros acompanham suas respectivas legendas com identificação das árvores e dos que posaram ao lado delas. O principal objetivo da exposição está voltado para a percepção ambiental, mais especificamente das árvores, elementos primordiais das nossas paisagens e que diariamente são esquecidas ou despercebidas em um mundo repleto de atividades cotidianas que já não se voltam para o essencial ao nosso redor.

Em seguida, junto com alguns membros da gestão escolar e nosso colaborador e parceiro Prof. Dantas Machado, visitamos a Mandala, relembrando alguns momentos do grupo e em seguida, caminhamos rumo à uma parte da escola pouco ou nada utilizada, o espaço que compõe os fundos da escola, próximo às quadras de esporte. Naquele lugar, atualmente, concentram-se resíduos de materiais que são queimados como medida de destino final da biomassa remanescente das arvores que fazem parte da escola. Junto com a gestão escolar o professor Dantas, pensou-se em medidas que possam frear tais queimadas, dando destino adequado à biomassa e a todo tipo de material que atualmente tem descarte indevido.

Encerramos as atividades da manhã com uma agradável conversa envolvendo sobretudo a importância dos cuidados para com o meio ambiente, afinal só amamos o que conhecemos.

Aos que puderam conhecer hoje um pouco sobre o GEMA, sejam mais que vindos para se juntar ao grupo e aos poucos, poder crescer como pessoa assim como todos àqueles que um dia puderem atuar enquanto membro, chamem mais amigos que possam vir somar conosco. Aos que já atuam enquanto membro dentro da escola, desejo força para não deixar a chama se apagar. Aos que querem nos conhecer, apareça, não tenhas medo de fazer o melhor. Somos aqueles que acreditam que esse mundo tem ainda tem jeito e que a primeira atitude é mudar a si mesmo, jamais deixando de acreditar que é possível viver em um mundo melhor.

Francisca Evelyne Carneiro Lima
Membro do GEMA

terça-feira, 14 de abril de 2015

Ser GEMA é . . . ?


Algumas pessoas vem me perguntando nesses 6 anos que tenho de grupo, o que É SER GEMA? Bem eu nao soube responder, porque é complicado responde uma coisa que você só sente, então eu fiz um video, com alguns momentos de grupo, e fiz a pergunta aos outros Membros.

Então, Ser GEMA é?

 


Ser GEMA é Ter uma família escolhida pelo coração, e ser feliz de lembranças – Tiago

Ser GEMA é ver além da lente do óbvio. – Chantal

Ser GEMA é ser você mesmo. – Lucas De Paula

Ser GEMA é acreditar na importância de compartilhar experiências e conhecimento – Lucas Gonçalves

Ser GEMA é apesar de longe ainda juntos! -  Gislane

Ser GEMA é Família, Mesmo distantes, ainda sim tão pertos -  Jackson

Ser  GEMA é capturar e interpretar a essência de cada ser vivente ou não e fazer ver além do que está diante dos seu olhos – Isabelle

Ser G.E.M.A é ser vivo, é pensar e agir, não simplesmente existir. Ser G.E.M.A é uma tentativa de ser consciente, de ser um ser pensante, de ser humano. – Andre 

Ser GEMA é Ter uma conexão com a natureza – Wladya

Ser gema é ir além das expectativas, além dos nãos, é ser louco de enfrentar de cara limpa as adversidade -  Joao Paulo

Ser Gema é fazer parte de uma família que cuida não só do seu individual, mas de um todo. que busca apesar do obstáculos cuidar e preservar do que temos de mais rico; meio ambiente, família e amigos, E a apartir dessas vivências agregar  conhecimento e valores eternos – Raissa

Ser GEMA é  tentar fugir da normalidade, fazer algo mais e conhecer pessoas com a mesma vontade. – Wesley

Ser GEMA é  ser diferente, fluindo o respeito à todos. É a busca pela forma de se viver em que todos são irmãos. Independentemente das diferenças – Anderson

Ser GEMA é Ser uma família!!! Que mesmo com nossas diferenças e desavenças nunca nos separamos totalmente, podemos ate estarmos distantes fisicamente, mas nossas idéias e sonhos serão eternamente unidos - Darlly 

Ser GEMA é Acreditar em um futuro melhor  - Bianca

Ser GEMA é ter um olhar diferente sobre a vida, aprender  a entender as diferenças através da percepção ambiental e usar essa compreensão para construir e reconstruir relações. É ter ao seu lado pessoas que sonham alto, reconhecem o valor do simples e gostam da troca de olhares, Abraços e sorrisos. É união de conhecimento, afeto e familiarismo .. – Ana Mayla

Ser GEMA é com certeza transbordar amor – Luana

Ser GEMA é Ser um "eu" crítico. É ser completo, se divertir, amar a si mesmo e, principalmente, seu próximo.
É ser especial, consciente. Ser GEMa é ser família - Kessia

Ser gema como todos nós dizemos é ser família. Principalmente irmão. Mas por quê irmãos ? Porque como nenhuma família é perfeita nós também não somos.  Temos nossas "brigas" nossos defeitos nossas irresponsabilidades, mas mesmo assim nunca nos abandonamos. Alguns ficam só de longe (q nem eu) outros continuam bem ativos mas uma coisa é certa : uma vez gema sempre gema .....chegamos como um simples broto e aos pouco fomos regados com uma mente louca e inteligente (HGL) nos ensinou a termos a visão do futuro . a batalhar p conquistar.... um belo puxão de pétala (orelha) no caminho n faltou ....mas tenho a certeza que de cada flor q desabrochou se formou uma grande de vasto conhecimento e que passara isso de geração a geração !!! – Mariana

Ser Gema é ser vivo. É perceber um mundo que vai muito além das aparências. É aprender a amar pessoas incrivelmente diferentes de você, mas que no fundo tem o mesmo ideal: um mundo melhor. É ter uma família a mais e saber que sempre que precisar, eles estarão lá. Ser Gema é estar ligado em um mundo que muda cada vez mais rápido e que exige de você mais que humanidade. Ser é ser humano acima de tudo. – Evelyne

Ser Gema é: Ser! – Marylia 

Ser gema é ser olhar o mundo de forma sensível – Adson

Ser GEMA, é ser vida ‘’loka!’’  - Gizele 

Ser GEMA é estar aberto ao desconhecido É descobrir coisas novas É fazer amigos (irmãos) É aprender várias coisas e ao mesmo  tempo perceber q ainda n descobriu ''nada'' do q o mundo tem a oferecer – Shelda

Ser GEMA é É ser uma divergência que constrói, que converge para o bem comum. - Mistye

Sou muitos. Sou convergência. Interdependência. Sou terra, bicho, sou água, sou ar. Sou uma entidade tentando tirar a "remela" dos olhos. Lugar de sonhos. Espaço de Ideias. Paisagem de desejos. Território de Ação. - GEMA - Grupo de Estudos do Meio Ambiente

Bem lá vai: Ser Gema é, Viver, pensar, Ouvir, é ter coragem de fazer aquilo que não é normal como pular de caixa d'agua, é ser Professor e Aluno ao mesmo tempo, é brigar, é sonha, bem a pessoa só sabe que é Ser GEMA quando está no GEMA. - Diego

Obrigado Meus Amigos
Obrigado Henrique Gomes de Lima, por ter reunido todos, valeu Pai.

Diego Costa Lima 
Estudante de Geografia da Universidade Estadual do Ceara - UECE

segunda-feira, 2 de março de 2015

Baobá Estrigas.

Educação ambiental é uma mentira generalizada. Raríssimas são as instituições que desenvolvem um programa sério nesta linha. O GEMA tenta há quase sete(07) anos construir coletivamente dentro da Escola Adauto Bezerra um conjunto de atividades para a práxis desta prática. É muito difícil. 

Mais uma vez estaremos iniciando o Projeto Acerte o Cesto. Enquanto não se concretiza algumas ações simples ganham destaque. Nos referimos ao acompanhamento do novo morador da instituição: o Baobá Mestre Estrigas.

Luana Albuquerque e Lucas de Paula iniciaram neste final de fevereiro as observações in locu. Realizou-se medições, imagens e o respectivo registro das informações.O mesmo está com 3,5 de diâmetro e 45 cm de altura.


domingo, 1 de março de 2015

Imagem da Semana.

Excepcionalmente, serão duas imagens nesta semana. As capas dos livros didáticos de Geografia para o ensino médio adotados na Escola Adauto Bezerra em Fortaleza. Defendemos que o estudo de um livro deva ser iniciado pela próprio capa, apesar de afirmarem que não se pode julgar o livro a partir dela. No entanto um pouco de Semiótica prova o contrário. 

Observem os planos que compõem as imagens. Extremamente simbólicos e atualíssimos para a situação que pela qual passa a humanidade.  

 Imagem 01. Fonte: Google.com/imagens
- Por que um copo d'água?
- O que significa o solo rachado?
- Qual a sombra do terceiro plano? 
 
 Imagem 02. Fonte: Google.com/imagens

- Quantos planos tem a imagem?
- Por que a garrafa?
- Por que a cidade dentro da garrafa?


Bastante reais não acha?
O Brasil vivendo numa crise hídrica.
 O Mundo precisando de um Copo D'água.
Cidades sendo Engarrafadas em seus nichos.

E a crise hídrica continua. . .

Por: Diego Costa.





terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Funções políticas e teorias sobre o Estado.


Um dos últimos projetos do GEMA foi o " Diálogos.com". Com esta ação mostramos para o público que Política é uma temática ambiental.
Como os senhores e senhoras que acompanham este espaço já devem ter percebido, nossas postagens versam sobre os mais diversos assuntos. Divulgamos agora uma produção de Matheus Marques um ex-aluno da Escola Adauto Bezerra, em Fortaleza. Embora não seja oficialmente membro do grupo, nos tem respeito e interage com nossas iniciativas. Ele nos brinda com a produção abaixo. Pediu que analisássemos antes de publicá-lo. Mas, deixe por conta de vocês. Acho que nem temos conhecimento para tanto. Boa leitura. 
Deleite-se.
 * Matheus Marques
Abordando os pensamentos de autores que se dispuseram a tratar sobre o conceito de Estado, o texto ora trás algumas das teorias de concepção do Estado e que essas envolvem um contexto moldado por sua própria complexidade e evolução crescente que vem caracterizando as sociedades, desde suas primórdios.
Dessa maneira, segundo a perspectiva da corrente idealista de Hegel, o Estado é o produto da consciência humana, fundamentado em pressupostos racionais. Nesse sentido, forma-se um Estado “racional”, “ideal” e ‘’eterno’’, não moldado historicamente, portanto, a-histórico, no qual predomina uma relação justa e ética entre seus indivíduos. Desse modo, a sociedade era vista de forma harmônica, onde a paz predominava, sem divisão de classes e, com isso, sem conflitos expressivos. A função do Estado limitava-se apenas em ser o curador da sociedade como um todo.
Já com a concepção materialista histórica – seguindo Marx e Engels – introduz a variante histórica na determinação e amoldamento do Estado, onde passa a ser “propriedade” do modo de produção dominante. Nesse sentido, a superestrutura ideológica-política e jurídica que conforma o Estado seria submisso à estrutura econômico-produtiva, que utilizaria como instrumento de dominação social, ou seja, de dominação de classes na sociedade capitalista.
Um outro autor, Nicos Poulantzas, por sua vez, contraria as visões estruturalistas anteriores desse texto (a-histórica e determinística), de que o Estado corresponde a um modo de produção, sendo sua forma e função determinadas pela estrutura das relações de classe. Ele afirma que o Estado é a instância de condensação das lutas de classe, pois é moldado pelas lutas na produção e no contexto próprio do Estado. Ademais, o Estado capitalista mudou com o próprio desenvolvimento capitalista. Para Poulantzas, não há ‘’estrutura determinante’’ para o Estado, já que sua forma e estrutura são moldados pela luta de classes no capitalismo e pelo papel do Estado nessa luta. Nesse sentido, as classes subordinadas também moldam o Estado, ao mesmo tempo em que este é um Estado de classe, sendo usado por uma parte dominante para estabelecer e ampliar sua hegemonia.
Buscando a ideologia para os países subdesenvolvidos, segundo Pierre Salama, o Estado constitui no interesse onde se firma a necessidade de reproduzir o capital em escala internacional, bem como elemento necessário a essa reprodução. Assim, ele afirma que o Estado contribui para a introdução de um regime de acumulação “excludente”, onde somente os mais favorecidos economicamente têm acesso aos bens e serviços ofertados, adaptando a demanda final através de sua ação sobre a distribuição de rendas. Dessa forma, contribui, portanto, para a valorização do capital nos ramos líderes.
Assim, esse rápido texto trás uma melhor compreensão histórico-social sobre Estado e algumas das mais relevantes correntes teóricas sobre a natureza e as funções desempenhadas pelo mesmo na sociedade capitalista, no qual demonstra complexidade no estudo de políticas e funções sociais e que estas envolve um contexto em que ele está inserido.
Professor, segue aqui as referências da fonte em que bebi.

* Acadêmico de Geografia.
Universidade Federal do Ceará.
REFERÊNCIAS
SWEEZY, Paul Malor. Teoria do desenvolvimento capitalista: princípios de economia política marxista. Rio de Janeiro: Zahar Editôres, 1962.
HARNECKER, Marta. Os conceitos elementares do materialismo histórico. 2° ed. São Paulo: global editora, 1983.
POULANTZAS, Nicos Ar. Poder político e classes sociais. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1986.
RIBEIRO, Fernando J. Armando. A Constituição do Estado no pensamento de Hegel. Disponível em: http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/a_constituicao_do_estado_no_pensamento_de_hegel.pdf.
SALAMA, Pierre. MATHIAS, Gilberto. O Estado super desenvolvido: das Metrópoles ao Terceiro Mundo. São Paulo: Brasiliense, 1983.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Imagem da Semana.

Fonte: www.facebook.com/AmartyaPromoviendoSustentabilidad/photos


Fazer perguntas, provocar dúvidas e sentimentos. 
São algumas das coisas que o Grupo busca desenvolver.

Eis uma obra de arte para o seu deleite.
se lambuze.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Grupo delibera ações para 2015.

Inicia-se o ano de 2015 e com ele o sétimo ano de vida do grupo. É  mais um ano de mudanças que se inicia, mais um em que este grupo de estudos resiste, se permite, readapta-se, mantém sua pluralidade e compromisso. 
Reunidos no dia 31 de janeiro na Escola Adauto Bezerra, planejamos e deliberamos algumas ações para o primeiro semestre.
Por:Ana Mayla

Divulgamos aqui o que acordamos:

- Reunião de planejamento, deliberativas, de  acompanhamento e avaliação acontecerão sempre no primeiro sábado de cada mês. Já no dia 07 de fevereiro nos encontraremos para concluir os Cestos do Projeto de Educação Ambiental.
- Quando necessário haverá encontros extraordinários. 
- Na segunda semana de fevereiro montar no pátio da escola um  Stand com banner, cartazes, cestos e dinâmicas para divulgar o projeto.
- A partir do dia 09 de fevereiro os cestos serão colocados nas salas dos segundos anos.
- Realizar o chamado para novos membros urgentemente. 
- Realização de três seminários (manhã, tarde e noite) com três representantes de cada turma, posteriormente eles repassarão ao restante da sala nas aulas de formação cidadã.
- Promover atividades para comemorar o dia da árvore (em março).
- Promover atividade para o dia mundial do meio ambiente (05 de junho).
- Reuniões extraordinários para o estudo do livro de Psicologia Ambiental.
- Promover a segunda edição do Projeto Diálogos.Com no segundo semestre.
- Montar uma logística para o uso e os cuidados com a sala de estudos.
- Realizar visitas às faculdades onde membros do Grupo estudam. As visitas serão organizadas pelos mesmos. Inciaremos pelo Curso de Medicina Veterinária da UECE onde estudo o companheiro Adson Ribeiro Marques. Esta vivência é destinada aos membros de grupo e a alguns outros estudantes convidados. 

1ª reunião de 2015 no AB
Pós reunião - Praça Portugal - Ato " Ai dentro"
Com a professora Raquel Dias, candidata ao senado pelo PSTU no pleito de 2014
Pós reunião - Praça Portugal com o diretor do Filme Cine Holliúdy

domingo, 16 de novembro de 2014

7º Chamado do GEMA

Por Lucas de Paula*
Resistindo há mais de 6 anos, o GEMA fez no dia 1 de novembro seu 7º chamado para novos membros. Com um número de membros internos bem menor do que possuía nos seus primeiros anos – atualmente 6 –, o grupo procura agora novos integrantes para que possa sobreviver ao ano de 2015, visto que 3 dos 6 atuais sairão da escola. A reunião de 'iniciação' foi feita de uma forma jamais vista antes no grupo, com um tom meio sombrio, o que combinou com a data de Halloween que antecedeu o dia da Reunião de Chamado. Antes de entrar na sala todas as pessoas foram vendadas e logo em seguida guiadas em forma de trenzinho, passando pela Trilha das Sensações.




A trilha das sensações funcionava da seguinte maneira: os novatos eram introduzidos a um caminho com diversos tipos de coisas pelo chão, as quais através dos pés iam sentindo e descobrindo o que eram. A primeira delas eram folhas secas. Em seguida havia pedras e logo depois areia. Depois, alguns colares enroscados e por último, uma panela de barro com água.


Enquanto eles passavam pela trilha e sentiam tudo com os pés, nós passávamos velas acesas em seus corpos, ativando a sensibilidade não só nos pés, mas no resto do corpo também. Após terminarem a trilha, falamos ao ouvido deles que deitassem no chão. Tudo isso enquanto músicas bastante tranquilas tocavam no ambiente. Após eles se deitarem, em cada um passamos as velas pelo corpo e colocamos as pedrinhas – que antes estavam no chão – em suas mãos. Fechamos lentamente as mãos deles para que sentissem bem as pedras. Todas essas coisas acompanhadas de uma massagem bem relaxante e um banho de água em seus pés e mãos.


No meio da cerimônia ousei um pouco e decidi por dizer algumas palavras. “Isso, sintam a sensação... Relaxem. Sintam tudo. Tá gostoso né?!” Logo em seguida percebi o quão engraçado e ambíguo pareceu a última frase, fazendo com que eu segurasse o riso e torcesse para que mais ninguém percebesse a minha gafe. Àquela altura me perguntei se os novos membros não estavam com medo. Eu estaria. Deviam estar pensando se aquilo era algum tipo de seita satânica. Ou se em dado momento sofreriam algum abuso... Afinal, que tipo de grupo manda os membros RECÉM CHEGADOS ficarem vendados no escuro e se deitarem? Eu teria medo. Certa hora me vi massageando alguns pés que descobri estarem imundos. Devíamos ter imaginado que isso seria o resultado da mistura de água e terra espalhadas pelo chão sujo da sala de vídeo. Combinação perfeita. Depois de um bom tempo mandamos os novatos se sentarem, ainda vendados, e começamos a bater fotos com eles, ainda no escuro, sem que eles soubessem.



Ao tirarem as vendas, uma das novatas estava chorando. E eu fiquei feliz por isso. Essa era realmente a intenção. Fazer com que aquelas novas pessoas que estavam aderindo o grupo sentissem tudo, por mais que essas sensações acabassem sendo postas para fora através de lágrimas. Queríamos que elas sentissem todas as emoções. Que aquela música relaxante, a areia, a água, o fogo, as pedras e a massagem realmente ativassem suas sensibilidades e as fizessem remontar ao seu passado, ou até mesmo ao presente. Embora possa doer, temos que encarar nossas dores de frente. Só assim podemos nos livrar delas e enfim seguir. É doloroso, eu sei. Mas depois que você se livra tudo fica mais fácil, mais leve. Mayla, membro que atualmente faz faculdade no IFCE, abraçou e consolou a novata que estava chorando.


Uma roda de debate se iniciou, ainda no escuro, e membros que já saíram da escola, membros internos atuais e membros novatos se misturaram numa inspiradora conversa, onde pôde ser dividido experiências e vivências. Embora épocas bastante diferentes, todas muito parecidas quando se tratava de ser GEMA. Enquanto nós falávamos sobre o que já tínhamos passado com o grupo, os novatos falavam o que tinham achado da reunião e o que esperavam encontrar ali.




“Ela é doida [...] Ele também é doido [...] Vocês são todos loucos!” Foi o que disse uma das novatas após passar 30 minutos com a gente. Imagino o que ela vai estar dizendo daqui há um ano caso continue no grupo. Ou vai ficar louca como a gente ou então eu não sei. Parece que ter um parafuso a menos é pré-requisito pra fazer parte do GEMA, apesar de não existir exigência alguma para entrar no grupo.

Ao final da reunião foi feita a apresentação artística de Time of My Life, dança clássica de Ritmo Quente, e isso aqueceu a todos, terminando a reunião em ritmo de festa com todos dançando das maneiras mais esquisitas possíveis pela sala. E eu digo esquisitas não num sentido pejorativo. Ser esquisito é ótimo. É não se importar. Ninguém se importava se o outro estava dançando da pior maneira do mundo, afinal, ele também estava. Todos só queriam se divertir. Acredito que depois daquela reunião, os novatos puderam perceber o que significa fazer parte deste grupo. E acho que serviu até para nós mesmos, membros veteranos, nos lembrarmos.

* Lucas de Paula
Estudante do 2º ano do Ensino Médio
Atual Presidente do Grêmio Estudantil do colégio Adauto Bezerra
Membro efetivo do GEMA.