Há duas semanas foi lançado pelo professor Henrique Gomes o seguinte desafio: bater fotos com árvores. Quaisquer que fossem, desde que o foco principal na foto não fosse você, mas sim a árvore. Pensando nisso, decidi então por voltar para o começo do meu ensino médio, onde visitei a Praça Argentina, no Bairro de Fátima, durante uma aula de Francês do professor Franzé. Uma praça bonita, porém mal cuidada. Naquela aula ele havia nos mandado correr pelo local e abraçar as árvores. Ao correr de encontro com a escolhida, uma enorme sensação de plenitude tomou conta de mim, ao mesmo tempo que o vento bagunçava o meu cabelo e o dos meus colegas. O tempo passava tão lento enquanto corríamos que eu senti como se estivesse em câmera lenta. Naquele momento nós éramos infinitos, diria Charlie de As Vantagens de Ser Invisível. Após a abraçarmos, todos comentaram o quanto se sentiram bem durante o percurso até ela. Me surpreendi, pois achei que tal sensação havia acontecido apenas comigo.
Na época eu bati algumas fotos com a árvore abraçada, mas prefiro não mostrar porque é aquela típica foto queima-filme. Hoje visitei o espaço para bater uma nova foto, quase 2 ano depois, e pude perceber que a praça ainda possui os mesmos problemas do ano passado. Folhas sem serem recolhidas e lixo em várias partes do âmbito. Bancos quebrados. Árvores sem serem podadas, prejudicando a iluminação pela noite. A pintura da quadra ainda sem retoques. E além de tudo isso já existem árvores secas, sem cuidado algum. São árvores cheias de frutos e de vida que, infelizmente, estão sendo ameaçadas devido a falta de reparos.
Essas árvores precisam de atenção. Não só no sentido de manutenção. Experimente abraçar uma. O professor Franzé sempre diz que as árvores falam com a gente, que elas tem sentimentos. Alguns o acham louco. Eu o acho humano. Dizer que as árvores entendem a gente soa tão poético. E toda poesia é baseada numa realidade. Experimente passar uma tarde toda sentado de baixo da sombra de uma delas, em algum lugar afastado da cidade onde só haja o barulho do vento passando. Vez ou outra lembro daquela árvore que uma vez havia me dito que muita coisa mudaria. E mudou. Não só o meu cabelo.
Sou muitos. Sou convergência. Interdependência. Sou terra, bicho, sou água, sou ar. Sou uma entidade tentando tirar a "remela" dos olhos. Lugar de sonhos. Espaço de Ideias. Paisagem de desejos. Território de Ação.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
Papo em dia - Política
domingo, 5 de outubro de 2014
Porto do Pecém, a convite do Henrique.

O Terminal regaseifica 7 milhões de metros³ por dia, através de um navio metaneiro. Esse navio se utiliza de braços fixos e um sistema de tubulações e válvulas criogênicas, resistentes a até 162º C negativos. Esses equipamentos pegam o gás líquido que está no navio supridor e o transfere para o navio regaseificador, o qual faz todo o procedimento de regaseificação, transformando o gás líquido para o estado gasoso.
Durante o tour, consegui avistar de perto as hélices que formam os aerogeradores do parque eólico. E de longe, pude avistar o próprio parque eólico. De onde eu estava os aerogeradores pareciam tão pequenininhos. Já as hélices as quais eu via de perto, e veja bem, apenas as hélices, eram gigantescas. Imaginei quão grandes deveriam ser os aerogeradores como um todo.
(Hélices dos aerogeradores)

Depois de quase uma hora – que o motorista jurou que seriam apenas 5 minutos – chegou outro ônibus e nos transferimos para ele. Sentei ao lado de Thalia e conversamos mais um pouco, até chegar no restaurante de Pecém onde iríamos almoçar. Que cidadezinha mais linda! E o restaurante tinha um ambiente bastante agradável, o qual dava para se ver o mar. Após o almoço fomos para a Lagoa Cristalina. Todos desceram menos eu, que continuei no ônibus por algum tempo, devido à tremenda dor de cabeça que insistia em continuar. Me sentindo um pouco melhor, desci e fui para a lagoa onde os outros estavam. Que lugar maravilhoso. Eu não tinha levado roupa de banho e nem queria me despir na frente dos outros. Iria ficar por ali mesmo, só olhando. Porém, não aguentei e me joguei na água com toda a roupa que eu estava. Não queria nem saber. Não demorou muito para as brincadeiras começarem e entrei numa briga de galo com os alunos da noite. Passado algum tempo, Henrique nos chamou para ir embora e ao me ver saindo da água completamente encharcado perguntou: “tu trouxe outra roupa?”, e respondi com um sorrisinho enquanto balançava a cabeça negativamente: não.
De volta para o ônibus, Henrique deu as considerações finais e cada um teve de escolher uma palavra para definir aquele dia. Aprendizagem, divertido, interessante, inesquecível... Essas foram algumas. Ao final da tarde, voltando para a escola, percebi que apesar de ter sido um dia bem agradável, aprendi mais do que me diverti. Ao aceitar ir para a aula de campo, eu havia aceitado porque adoro viajar e conhecer novos lugares, não estava nem de longe visando se iria aprender algo. Não esperava que fosse aprender tanto. Realmente, foi uma experiência única.
Lucas de Paula
Assinar:
Postagens (Atom)