sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Um pouco de Funções Ecológicas.

Este canal de comunicação que utilizamos desde a fundação do Grupo tem como objetivo divulgar as atividades e as ideias de cultivamos. É alimentado pelas produções dos membros tanto do ensino médio quanto dos que estão na universidade. Mas, quando encontramos trabalhos com características didáticas e reflexivas, os reproduzimos.

Dividimos com os senhores e senhoras o trabalho abaixo. É gostoso de ler.
    
A IMPORTÂNCIA DOS SOLOS PARA AS PLANTAS


De acordo com LEPSCH (2002), a pedosfera (a camada mais externa da Terra) funciona como “fundações” ou “alicerces” da vida em ecossistemas terrestres. Plantas clorofiladas necessitam de energia solar, gás carbônico, água e macro e micro nutrientes. Vale dizer que com raras exceções tanto a água como os nutrientes só podem ser fornecidos através do solo, que dessa maneira, funciona como mediador, principalmente de fluxos de água entre a hidrosfera, litosfera, biosfera e atmosfera. Nessa linha de análise, pode-se dizer que o solo também, juntamente com o substrato rochoso, influencia diretamente a água que utilizamos.

Visão antrópica dos solos   solos, que leva à degradação

Como aponta o autor, do solo também pode ser retirado material de construção de estradas, barragens de terra em açudes e casas. Influencia também a qualidade do ar, principalmente quando são levadas poeiras dele à atmosfera, e muitas vezes o solo serve para receber e “processar dejetos, como o lixo das grandes cidades. Em outras palavras, o homem retira constantemente os recursos naturais e o utiliza para demasiadas funções antrópicas, poluindo-o de diversas maneiras. Vale lembrar que além da intensa utilização do solo pelo homem, ele ainda é um meio para decompor o lixo antrópico sem quase nunca haver em retorno, práticas de manejo para recuperação ou conservação do solo, deixando-o, portanto, cada vez mais degradado.

Dando continuação à linha de análise de LEPSCH (2002), em relação às plantas, suas raízes penetram no solo, proporcionando suporte mecânico, e dele extraem água e nutrientes, que, juntamente com oxigênio, gás carbônico, luz e calor, são necessários ao crescimento dos vegetais superiores. Normalmente, entre todos estes fatores ecológicos necessários ao desenvolvimento das plantas, preocupa-se mais em estudar os nutrientes, pois atua como principal meio para sustentar as plantas, que representa a diferença entre sobrevivência ou extinção da maior parte da vida terrestre.

As plantas retiram do solo 15 elementos essenciais à vida. Destes, seis são absorvidos em quantidades relativamente grandes, designados macronutrientes, compreendendo: Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S). Os outros nove, igualmente essenciais, mas usados em quantidades muito pequenas são denominados micronutrientes, que são: Ferro (Fe), Manganês (Ma), Zinco (Zn), Boro (B), Cobre (Co), Cloro (Cl), Níquel (Ni), Cobalto (Co) e Molibdênio (Mo).

Para um adequado crescimento dos vegetais, todos estes elementos têm que estar presentes no solo em quantidades, formas e ambientes adequados. Quando isto ocorre diz-se que o solo é fértil, ou quimicamente rico. Se qualquer um dos quinze elementos estiver ausente, ou presente em proporções inadequadas, ele limitará o crescimento das plantas mesmo que os restantes estejam em quantidades adequadas e haja fornecimento apropriado de gás carbônico, oxigênio, água, luz e calor. A idéia que o crescimento das plantas é controlado pelo nutriente existente em menor quantidade, vem desde os tempos de Justus Von Liebig (1840) e é conhecida como a “lei do mínimo” (LEPSCH, 2002).
A importância dessa lei para as pesquisas relacionadas com o uso de fertilizantes minerais na agricultura é bastante grande, e a habilidade de um solo em suprir de nutrientes ou reagir à adição de determinado fertilizante às plantas tem merecido maiores estudos, que qualquer outro aspecto da ciência do solo (LEPSCH, 2002).

Como observa o autor, a maior parte dos nutrientes existentes no solo origina-se nos minerais que constituem as rochas da camada da crosta terrestre conhecida como litosfera. As rochas não são capazes de suportar plantas superiores porque, por serem consolidadas, não armazenam água e oferecem impedimento físico à penetração das raízes. Além disso, os elementos nutritivos nelas contidos não podem ser absorvidos pelas plantas porque encontram-se firmemente retidos na estrutura cristalina de seus minerais. Para que as raízes possam penetrar e os nutrientes possam ser desprendidos dos minerais e depois absorvidos pelas raízes, a natureza desencadeia um processo denominado intemperismo (LEPSCH, 2002).

“Lei do Mínimo” de Liebig

“Lei do Mínimo” de Liebig: O máximo de produção depende do fator de crescimento que se encontra à disposição da planta em menor quantidade. Como se observa no barril acima, a aduela mais baixa impede a elevação da altura da água, da mesma forma que uma deficiência de potássio no solo impede o aumento de uma colheita na lavoura (LEPSCH, 2002).
Mariana Lorenzo
Referência Bibliográfica:
– LEPSCH, Igo F. Formação e Conservação Dos Solos. Ofina de Textos. São Paulo. 2002.

In:  https://marianaplorenzo.com/2010/10/25/pedologia-funcoes-ecologicas/

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