sábado, 28 de dezembro de 2013

Poluição na nuvem digital: será possível?



Por Gustavo Santiago*

O uso da nuvem nos dias atuais vem sendo favorável nas mais diversas situações, simples, crie uma conta, coloque todos os seus arquivos no servidor da nuvem (sem gastar espaço na memória do seu computador e sem usar mídias removíveis para backup) e pegue os mesmos arquivos em qualquer computador ou smartphone de onde você estiver. Nossa, isso parece coisa de cinema, não acha? O armazenamento vai desde música a até relatórios empresariais extremamente atrasados ou documentos oficiais governamentais, imagina você esquecendo o pendrive ou HD (Dísco Rígido) externo em casa, daí se lembra que colocou os arquivos que precisava em nuvem, acabou-se os problemas, são 2 passos: logou...baixou.

Essa é uma das tecnologias que vem se tornando cada vez mais populares mundialmente, segundo a Gartner (empresa que desenvolve pesquisas sobre tecnologia) até 2014 será investido no cloud computing cerca de 148,8 bilhões de dólares em todo o mundo por empresas de serviços em nuvem e de acordo a Cisco (empresa que desenvolve tecnologias para o uso de hardwares/softwares de rede além de infraestrutura tecnológica) o trafego pela internet aumentará 4.5 vezes a mais do que atualmente até 2017 (680 milhões – cerca de 12% da população do planeta, segundo a ONU e dessas 680 milhões, 32 milhões são brasileiros).

Ai vem a pergunta que você já deve ter feito...o que isso tem a ver com poluição? A resposta é simples, tudo! A nuvem pode ser uma tecnologia incrível, porém ela necessita de um processo de vários fatores para funcionar e é ai que podemos encontrar os problemas! Se a nuvem é digital, ela necessita de uma coisa que foi descoberta e que há tempos atrás também era considerada como mágica: a Eletricidade. Toda vez que você faz um upload (nome usado para o procedimento de envio de arquivos para a internet), todo um sistema de plataformas eletrônicas conhecido como data centers é adicionado com isso, dezena de fileiras recheadas por servidores geram informações que vão de computadores a smartphones e faz a nuvem funcionar, esse processo não para, seu consumo de energia também não. 

De acordo com o Greenpeace, em 2010 essa demanda de energia era de 623 bilhões de kWh. Os mais de 2 milhões de pessoas na internet consomem mais energia do que grandes países como Brasil, Índia e Alemanha e os números aumentam. 45% da matriz energética dos Estados Unidos, lar dos mais de 30 milhões de data centers do mundo, vem do carvão mineral queimado em usinas termelétricas, que emitem gás carbônico e contribuem para as mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa.

* Gustavo Saraiva Santiago 
Graduando em Sistemas de Informação
 Centro Universitário Estácio do Ceará, 3° Semestre.
Membro efetivo do GEMA.


Nenhum comentário:

Postar um comentário